• Resina composta como tratamento de amelogênese imperfeita: uma opção acessível

    outubro 09, 2019

    Tratamento com resina composta para a amelogênese imperfeita

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    • Uma das grandes dificuldades na Odontologia é o tratamento da amelogênese imperfeita. Com certa frequência na população, ela pode ser originada por diferentes genes que afetam a formação do dente, podendo causar sensibilidade dental, dificuldade de higienização e mastigação, alteração de cor, com comprometimento da estética e da qualidade de vida do paciente portador.
      Um grupo da Universidade Positivo de Curitiba fez o reporte de um caso clínico, onde o tratamento foi realizado com resina composta, como uma forma de baixo custo quando comparado ao da cerâmica, e com resultados estéticos e boa longevidade. Acompanhem o caso clínico, que teve 2 anos de acompanhamento, mostrando a manutenção da estética da resina composta utilizada, no caso a Filtek™ Z350XT.

      Boa Leitura!


    • Prof. Dr. Leonardo Cunha

      Mestre e Doutor pela FOB USP.

      Professor de atualização e especialização em Brasília, Franca e Curitiba.Professor de atualização e especialização em Brasília, Franca e Curitiba.
      Clínica privada.


    • REABILITAÇÃO ESTÉTICA DE RESINA COMPOSTA DIRETA PARA PACIENTE COM AMELOGÊNESE IMPERFEITA: ACOMPANHAMENTO CLÍNICO DE DOIS ANOS

      Nathaly Stephania Palacios Rizzo
      Bruno Vinueza Sotelo
      Leonardo Fernandes da Cunha
      Ubiracy Gaião

      INTRODUÇÃO

      Amelogenesis imperfecta é um defeito hereditário de esmalte que afeta a dentição e sua prevalência varia dependendo da população estudada. Muitas vezes, esses pacientes sofrem dificuldade em manter a higiene bucal, diminuição da função mastigatória e menor autoestima, afetando sua qualidade de vida geral (referência 1 e 2).
      Além disso, a maioria dos casos de amelogênese imperfeita exige um tratamento odontológico longo e extenso. Restaurações indiretas ou diretas podem ser utilizadas para tratamento dos pacientes. A abordagem deve considerar se o esmalte é suficiente para a restauração, de modo que a restauração da resina composta direta pode mascarar a alteração de cor e melhorar a morfologia dos dentes. Em pacientes com amelogênese imperfeita nos quais não há esmalte suficiente para união adesiva, restaurações indiretas com cobertura total da estrutura são mais indicadas (referência 1). Assim, o clínico deve, portanto, considerar alternativas de tratamento para equilibrar a estética, as necessidades funcionais do paciente e as implicações financeiras.
      As restaurações de resina composta direta podem mascarar a descoloração e melhorar a estética dentária, além de permitirem preparo mínimo do dente ou nenhum preparo para preservar a estrutura do dente. Sendo, portanto, uma opção de tratamento favorável para os pacientes com amelogênese imperfeita (referência 3). Atualmente diversas resinas estão disponíveis no mercado. As resinas de nanopartículas apresentam um bom polimento e resistência para manter a estética e função das guias de desoclusão e das restaurações em casos de reabilitações extensas (referência 4). Assim o objetivo deste trabalho é relatar, por meio de um caso clínico, uma reabilitação com resina composta direta em paciente com amelogênese imperfeita após dois anos de acompanhamento clínico.

      RELATO DO CASO CLÍNICO

      Paciente de 38 anos, gênero masculino, procurou atendimento revelando descontentamento estético do paciente com o seu sorriso. Clinicamente constatou-se presença de amelogênese imperfeita (Figura 1). O exame radiográfico revelou normalidade pulpar. Inicialmente realizou-se profilaxia e orientação de higiene oral.
      Em seguida, foi feita moldagem para enceramento. Decidiu-se pela restauração dos dentes empregando o sistema restaurador adesivo direto. Selecionou-se as cores de dentina, esmalte e incisal.
      O isolamento absoluto do campo operatório foi realizado utilizando lençol de borracha e mantido em posição com argola elástica ortodôntica para obter afastamento gengival na região cervical dos dentes. Toda a superfície do esmalte dos incisivos superiores foi condicionada com ácido fosfórico a 34% para evitar a aplicação de resina sobre área não condicionada. Em seguida, a superfície foi seca e aplicou-se o adesivo Single Bond Universal (3M, EUA) utilizando microbrush de tamanho regular (Original Microbrush – Microbrush International).
      A estratificação da resina composta foi iniciada pela face palatina aplicando-se uma resina translúcida GT. Na sequência, foi aplicada uma camada de resina na cor A1B para confeccionar os mamelos na região incisal, deixando um espaço na região proximal para caracterizar uma área mais translúcida nessa região do dente também com a resina GT. Uma resina A2B foi aplicada no terço médio. O Halo incisal foi realizado com a resina WE. Uma camada única de resina A2E (Filtek Z350 XT – 3M) para esmalte foi aplicada sobre toda a superfície vestibular para proporcionar um contorno mais harmônico (Figura 2).
      Todos os incrementos utilizados de resina foram polimerizados pelo tempo recomendado pelo fabricante, de forma contínua e o mais próximo possível da resina sem, no entanto, encostar na mesma, com um aparelho a base de LED.
      A mesma sequência foi realizada para todos os dentes anteriores. Com o auxílio de um espelho clínico, verificou-se pelas faces vestibular e palatina a presença de algum degrau ou falha entre a superfície dentária e a resina acrescentada.
      O isolamento absoluto foi removido e feita a remoção dos excessos e acabamento inicial. Também realizou-se o ajuste incisal com fitas de carbono. Após 24 horas, o acabamento e o polimento final foram realizados. Tiras de lixa foram empregadas nas regiões proximais, enquanto o contorno das restaurações foi delimitado com discos abrasivos (Sof-Lex Pop-on – 3M), rodas de feltro com pasta para polir resinas compostas e escova impregnada com carbeto de silício.
      O aspecto final das restaurações pode ser visto na Figura 3 e 4. O paciente retornou após dois anos e o controle clínico pode ser observado nas figuras 5 e 6.

    • CONSIDERAÇÕES FINAIS

      Amelogênese imperfeita é um distúrbio hereditário que representa problema que pode ser tratada com restaurações diretas em resina composta para otimizar a estética e saúde em longo prazo do paciente de forma rápida, segura e eficiente.

      • FIGURA 1

      • Aspecto inicial dos dentes do paciente apresentando amelogênese imperfeita.

      FIGURA 2

      Seleção de cores da FiltekMR Z350 XT.

      • FIGURA 3

        Restaurações após ajuste dos contatos oclusais

      • FIGURA 4

        vista aproximada das restaurações após o polimento final.

      • FIGURA 5

      • FIGURA 6

      Acompanhamento clínico de 2 anos.

      REFERÊNCIAS

      1 - Chen CF, Hu JC, Bresciani E, Peters MC, Estrella MR. Treatment considerations for patient with Amelogenesis Imperfecta: a review. Braz Dent Sci. 2013;16(4):7-18.

      2 - Coffield KD, Phillips C, Brady M, Roberts MW, Strauss RP, Wright JT. The psychosocial impact of developmental dental defects in people with hereditary Amelogenesis imperfecta. J Am Dent Assoc. 2005; 136(5):620–630.

      3 - de Souza JF, Fragelli CM, Paschoal MA, Campos EA, Cunha LF, Losso EM, Cordeiro Rde C. Noninvasive and multidisciplinary approach to the functional and esthetic rehabilitation of amelogenesis imperfecta: a pediatric case report. Case Rep Dent. 2014;2014:127175.

      4 - da Cunha LF, Caetano IM, Dalitz F, Gonzaga CC, Mondelli J. Cleidocranial dysplasia case report: remodeling of teeth as aesthetic restorative treatment. Case Rep Dent. 2014;2014:901071.

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    Espero que tenham gostado. Aguardem nossa próxima edição!

    • Dra. Caroline Miyazaki – Relações Educacionais e Científicas 3M Oral Care