• Métodos de aterramento e blindagem em eletrônica: Prós e contras dos adesivos condutores sensíveis à pressão (CPSAs) e outras técnicas

    Indivíduo mostrando método de aterramento e blindagem.

    Dispositivos eletrônicos de todos os tipos estão se tornando menores e mais potentes. Eles funcionam em frequências mais altas e seus componentes são geralmente projetados muito mais próximos uns dos outros, em encapsulamentos densos. Como resultado, engenheiros em todo o mundo estão buscando materiais mais eficazes e eficientes para o bom funcionamento dos sistemas elétricos.

    Veja a seguir alguns dos mais comuns, juntamente com algumas técnicas avançadas de aterramento e blindagem.

    • Ícone azul em desenho linear representando fixadores mecânicos.

      Fixadores mecânicos

      Fixadores como parafusos de metal têm sido usados há muitos anos ​​para aterrar componentes e vedar gaiolas de metal.

      Prós: Fixadores de metal para aterramento e blindagem oferecem excelente resistência mecânica e podem ser confiáveis ​​para direcionar a corrente elétrica.

      Contras: Fixadores mecânicos podem ser suscetíveis à corrosão e à vibração. Eles exigem estruturas metálicas mais espessas para garantir a estabilidade, além da perfuração de furos roscados – o que nem sempre é possível em componentes pequenos ou com restrições de espaço. Os fixadores de metal também não permitem fácil acesso em casos como tampas de blindagem metálica, tornando reparos e atualizações mais trabalhosos.

    • Ícone azul em desenho linear representando um dispositivo de solda.

      Soldagem

      Este processo de fluir um metal de adição fundido em juntas tem sido usado há décadas para estabelecer ligações mecanicamente estáveis ​​e condutivas entre componentes. A soldagem tem se mostrado prática até hoje porque o ponto de fusão da solda é tradicionalmente mais baixo do que o do material ao redor.

      Prós: A solda pode conter metais com condutividade ideal, como estanho, prata e cobre, o que torna fácil e eficiente a criação de planos de aterramento consistentes em sistemas elétricos.

      Contras: As soldas mais recentes sem chumbo podem ter um ponto de fusão de até 220 °C (428 °F). Isso não é o ideal para eletrônicos sensíveis. Além disso, as juntas soldadas são permanentes, tornando retrabalhos inconvenientes e potencialmente caros.

    • Ícone azul em desenho linear representando pinos de mola.

      Pinos de mola

      Geralmente feitos de aço mola, os pinos de mola combinam compressão e força radial para manter dois componentes unidos. Quando comprimidos, a tensão aumenta dentro do pino. Ao ser liberada, essa tensão aplica força entre os componentes para ajudar a evitar cisalhamento, deslizamento e vibração.

      Prós: Pinos de mola são uma boa escolha para aplicações que exigem contato elétrico com uma força menor em comparação com métodos de fixação permanente. Normalmente, eles não exigem nenhum hardware adicional e podem ser removidos e substituídos com relativa facilidade.

      Contras: Pinos de mola geralmente não são usados ​​para aplicações que exigem alta adesão. Eles são mais suscetíveis à força axial do que outros métodos. Além disso, eles costumam ser soldados à placa em uma das extremidades (veja a soldagem acima).

    • Ícone azul em desenho linear de um raio sobre uma superfície representando espumas eletricamente condutoras.

      Espumas eletricamente condutoras

      Espumas incorporadas com materiais condutores são altamente compressíveis.

      Prós: Espumas condutoras são alternativas leves aos fixadores mecânicos, como parafusos e porcas. Sua alta compressibilidade as torna ideais para preencher lacunas amplas e irregulares – desafios específicos para aterramento e blindagem. O material da junta de espuma costuma ser laminado com adesivo condutor, proporcionando caminhos de aterramento fortes e consistentes, além de blindagem contra interferência eletromagnética (EMI) eficaz em linhas de colagem. As espumas também podem ser usadas com equipamentos de coleta e colocação (pick and place) e outros equipamentos de montagem automatizados.

      Contras: As espumas podem ser mais sensíveis a produtos químicos e outros ambientes agressivos, além de normalmente apresentarem degradação com o passar do tempo.

    • Ícone azul em desenho linear representando revestimentos metálicos evaporativos.

      Revestimentos metálicos evaporativos

      Os técnicos aplicam um material, como metal líquido, à própria placa. Esse material, por exemplo uma pasta de prata, contém um solvente que evapora quando o metal é aquecido. Isso deixa uma camada condutora muito fina e uniforme na superfície que está sendo revestida.

      Prós: Essa técnica é eficaz para aterrar e blindar componentes em menor escala, no nível da placa. Ela permite a aplicação de um filme de revestimento extremamente uniforme para um desempenho consistente, além de criar uma adesão muito forte ao substrato.

      Contras: O revestimento evaporativo exige equipamentos altamente especializados. Portanto, pode ser um processo lento e caro, especialmente para dispositivos de baixa frequência que precisam de um metal mais espesso e vários revestimentos. Além disso, os revestimentos evaporativos nem sempre aceitam soluções adicionais, como folhas adesivas.

    • Ícone azul em desenho linear representando a colagem de adesivos a uma superfície.

      Colagem de adesivos

      Geralmente compostos por epóxis líquidos bicomponentes, esses adesivos condutores são normalmente misturados e aplicados com o uso de equipamentos dispensadores especializados, sendo curados por calor ou à temperatura ambiente.

      Prós: Ao contrário dos fixadores mecânicos, os adesivos podem criar uma ligação sólida em toda a superfície de contato. Além disso, eles formam ligações permanentes a temperaturas muito mais baixas do que com a soldagem.

      Contras: Os epóxis exigem mistura e aplicação precisas, pois até mesmo linhas de colagem muito pequenas podem permitir vazamento de EMI nos eletrônicos pequenos e potentes de hoje – especialmente em altas frequências.

    Adesivos Condutores Sensíveis à Pressão (CPSAs)

    O uso de CPSAs tem se tornado cada vez mais comum, em aplicações eletrônicas, como material de aterramento e blindagem contra interferência eletromagnética (EMI). Esses adesivos são geralmente fornecidos em forma de fitas ou laminados com espumas condutoras para formar uma junta condutora. A 3M vem desenvolvendo materiais de CPSAs desde a década de 1980.

    Prós: CPSAs são mais finos e leves do que fixadores mecânicos. Por serem fornecidos em formato de fita, são extremamente fáceis de usar – a aplicação do tipo “retire a fita protetora e cole” (peel-and-stick) não exige de altas temperaturas, habilidades especiais ou equipamentos específicos. Os CPSAs podem oferecer alta eficácia de blindagem e aterramento confiável mesmo em espaços reduzidos. Também podem ser utilizados em equipamentos de montagem automática. Adesivos acrílicos são os mais comuns em CPSAs; a 3M lançou um CPSA de poliolefina que oferece os mesmos benefícios do acrílico, mas com maior vida útil. Saiba mais sobre a Fita Condutora de Eletricidade Face Única 3M™ 5113SFT aqui.

    • Exemplo de enchimentos metálicos condutores em adesivo.

      Mais sobre os CPSAs da 3M: são oferecidos como fitas de adesivo transferível para designs ultraconformáveis, fitas face única para blindagem e cobertura e fitas dupla face para aterramento de dois substratos e blindagem em espaços da linha de colagem. Fitas de tecido e alumínio, com vários tipos de enchimentos condutores, estão disponíveis em diversas construções para atender a diferentes requisitos de projeto. Esses CPSAs podem ser facilmente cortados em formatos específicos (die-cut), permitindo que a fita estabeleça um caminho de aterramento com áreas de contato que fixadores ou até mesmo a solda não poderiam criar. Os CPSAs também estão disponíveis aplicados ao material da junta, o que proporciona maior condutividade com a compressão – uma excelente alternativa aos pinos de mola ou elastômeros, especialmente quando há variação nas lacunas entre as linhas de colagem.

      Os enchimentos metálicos condutores presentes no adesivo ajudam a reforçar o aterramento e a evitar vazamentos de EMI pelas linhas de colagem. Os enchimentos estão disponíveis em vários metais, incluindo níquel, prata, ouro e outros, e são dispersos por todo o adesivo para garantir alta condutividade. Isso os torna mais eficazes do que as fitas condutoras de eletricidade padrão e fitas elétricas convencionais para aterramento e controle de EMI.

    • Imagem da Fita de Adesivo Transferível Condutora de Eletricidade 3M 9709SL mostrando enchimentos metálicos e como eles criam uma condutividade mais robusta.

      Outra vantagem dos CPSAs é que eles podem ser usados ​​relativamente tarde no processo de design. Os engenheiros podem otimizar rapidamente o desempenho do dispositivo sem adicionar mais fixadores (e o peso e espaço extras) ou juntas de solda. Eles também podem ajudar a evitar retrabalhos caros ou até mesmo a necessidade de redesenhar todo o sistema por causa da interferência eletromagnética ou da corrente parasita.

      A 3M é líder do setor no desenvolvimento de fitas condutoras de eletricidade com adesivos condutores sensíveis à pressão. Oferecemos fitas e juntas condutoras com uma ampla variedade de suportes e enchimentos condutores.

      A 3M pode ajudar os engenheiros a escolherem o CPSA mais adequado para cada aplicação específica. Para mais informações e para entrar em contato com um especialista da 3M, visite nossa página sobre Blindagem e Aterramento contra EMI.